o signo do dragão

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009



Sem esquecer de Walsh, outro Paolo Uccello do cinema.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Le classicisme frontal, ça donne quoi aujourd'hui ?

... Je ne sais pas.

Biette, Pialat. Tu vas où avec ça ?

­Je ne sais pas.

­Tu vas dans le mur.



... E quem melhor transpôs em espírito Waterloo para o cinema foi Michael Cimino em Heaven's Gate (valeu pelo toque Matheus).

Porra, a versão do Sem Essa Aranha lançada em DVD pela Lume é aquela sem a cena da masturbação com a garrafa de cerveja.

Se eu soubesse permanecia com a minha cópia do Canal Brasil.

INDEPENDENCIA

E aqui.

Francamente: por que esse tipo de coisa não foi feita enquanto estavam no Cahiers, dentro do Cahiers?

NOTRE COMBAT

Manifeste de Jean Douchet pour une nouvelle revue.

Paris, 10 mai 2009

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

E à altura de La truite o laboratório passa a ser um aquário. Por que?

"Sua arte é uma arte de laboratório. Coloca-se um bloco completo de experiência vivida num pote. Cria-se as condições mais favoráveis para o experimento. Então analisa-se meticulosamente todas as relações objetivas que se formam e descobre-se que a luta é a origem vital de toda realidade. A luta de indivíduos (Jan e Jacqueline, Jan e Morgan), a luta de classes, etc. Mas visto que o conhecimento do observador é sempre determinado pelo da pessoa observada, a luta permite que este conhecimento se desenvolva."

Domingo, 12 de Julho de 2009

Uma arte de laboratório

Finalmente em português, graças a um trabalho heróico do Luan Gonsales.

Watching the death scene in Public Enemies, repeated over and over, I realize that there are really two key performers here: Depp and the cameraman. Two well-rehearsed actors. Since Collateral, Mann has been treating the camera more and more like something that can perform. No one else has shots so actorly, expressing in grand gestures but also small nuances. I think of the way the camera pulls back as Jamie Foxx scrambles out of his taxi, and how Foxx's terror is nothing without the camera's movement.

E não é só no que foi escrito acima que Mann lembra flagrantemente Preminger, muito mais que Denis ou To. Há planos em Miami Vice que parecem saídos diretamente de Fallen Angel ou, sei lá, do início todo de Anatomia de um Crime - essa câmera que procura a verdade das coisas pelo acesso à epiderme do ator e que no momento em que se distancia dessa epiderme, no momento exato em que o ator derrama-se para além do contorno do personagem e que o cineasta opta por fazer com que a câmera se recolha ou recue, é como se o próprio peso do mundo tomasse de assalto o olhar do cineasta. Um tal peso, que fica rondando e se precipitando exteriormente à pele do ator até o momento em que ele, o ator, se revela no personagem, esse peso só pode proceder uma vez que a presença desse ator tenha sido absorvida pela fidelidade de uma câmera que o acompanha nos seus mínimos reflexos - a pele, portanto, como via de acesso ao mundo (por exemplo aqui, ou aqui para quem já conhece todo o plano).

I don’t think that Mann is just capable of greatness — I think he has an unmatched greatness, and that there aren’t really many films that can equal the ones he’s made since the mid-1990s.

Sábado, 11 de Julho de 2009

Entrevistas com John Landis = risadas garantidas



Qualquer semelhança com M e The Big Night não é mera coincidência.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009


Film history shouldn't be taught as jumping from isolated masterpiece to isolated masterpiece.



Rossellini, who contrasts the ‘too human’ face of a celestial Joan with the stereotyped masks of people ‘dead to life’, has made an appeal to all preceding cinema (Murnau, Méliès chiefly) and has found a naive work style totally related to the oratorio’s. Just as it is necessary, in order to appreciate Claudel, to take his words literally ‘à la lettre’, exactly for what they are worth, so too in order to love Rossellini’s film it is necessary to rediscover the innocence of a spectator seeing a film for the first time. Twenty years of allusive and elliptic cinema, and thousands and thousands of films that exist only in terms of each other, have created a situation where a film as elementary as Jeanne takes on the allure of something dangerously avant-garde and abstract.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Jonathan Rosenbaum é, e sempre foi, um reacionário.

Quero ver quanto tempo até Som e Fúria se tornar o próximo assunto inevitável e incontornável dos nossos "críticos".

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